Rhodiola: para que serve?

16/10/2017 00:00

A Rhodiola, também conhecida como Raiz de Ouro, é uma erva medicinal tradicional na China, usada para promover a vitalidade física e cognitiva. Os orientais acreditam que ela ajuda a combater a fadiga e a exaustão em situações estressantes prolongadas.

Evidências científicas mais recentes apontam que entre os seus benefícios estão a proteção contra a degeneração do sistema nervoso central e a promoção da longevidade. Pesquisas sobre seus efeitos contra o estresse fizeram com que a Rodiola se tornasse um dos fitoterápicos mais populares na Europa e ela está ganhando cada vez mais evidência também na América do Norte.

A seguir vamos explorar um pouco mais estes e vários outros possíveis benefícios desta erva que tem despertado tanto interesse.

O que é a Rhodiola rosea ?

A Rhodiola é uma planta perene de folhas suculentas, comum em regiões frias do mundo, como o Ártico da Sibéria Oriental, as Montanhas Rochosas da América do Norte e as montanhas da Ásia Central e Europa.

Não é à toa que esta planta da família Crassulaceae recebeu o nome de Raiz de Ouro: Há séculos suas raízes da têm sido usadas pelas culturas da Europa Oriental e da Ásia para melhorar a resistência física, a disposição, a longevidade e a resistência a doenças provocadas pelas altitudes. A característica comum de todos esses benefícios está na origem do seu benefício: o seu potencial adaptogênico. A Rodiola possui compostos que são capazes de prevenir os efeitos físicos e químicos do cansaço e do estresse.

O que são substâncias adaptogênicas?

São consideradas adaptogênicas um grupo de plantas cujo extrato contém substâncias que aumentam a resistência global do organismo e ajudam a normalizar as funções vitais do corpo.

As ervas adaptogênicas permitem que o nosso corpo adapte-se à ação do estresse. Sempre que houver uma condição estressante, a ingestão de adaptogênicos produz algum grau de adaptação no corpo.

Os efeitos adaptogênicos têm sido reconhecidos tradicionalmente como a indução de uma imunidade e um efeito de normalização do organismo. Este conceito é amplamente difundido tradicionalmente ao redor da Europa e leste da Ásia. Especula-se que substâncias adaptogênicas tenham sido usadas tradicionalmente por Vikings escandinavos para preservar a robustez física.

Tais substâncias passaram a ser buscadas, estudadas e incorporada primeiro à medicina chinesa e, embora mais pesquisas sejam necessárias para determinar o mecanismo principal de ação dos adaptogênicos, sabemos que a Rhodiola é uma das principais ervas com esta característica.

Para que serve a Rhodiola rósea

Rhodiola é uma planta cuja raiz é usada como medicamento. O extrato da raiz de Rhodiola serve para tratar muitas condições, mas ainda é preciso que mais pesquisas sejam feitas para que haja evidências científicas suficientes para determinar se ela é realmente eficaz.

A Rhodiola é usada para aumentar a energia, resistência, força e capacidade mental. Ela é reconhecida como um adaptogênico e serve para ajudar o corpo a se adaptar a resistir ao stress ambiental, físico, químico. Ele também é usada para melhorar o desempenho atlético, encurtando o tempo de recuperação após treinos longos, melhorar a função sexual, para a depressão, e para doenças do coração, como batimento cardíaco irregular e colesterol alto. Algumas pessoas usam Rhodiola para tratamento de câncer, tuberculose e diabetes, prevenção de gripes e resfriados, envelhecimento e danos no fígado. Ela também é usada para melhorar a audição, fortalecer o sistema nervoso e aumentar a imunidade.

5 Benefícios da Rhodiola e indicações mais comuns

A parte da erva que é utilizada para a preparação de extrato de Rhodiola é a raiz. Dela provêm os vários benefícios atribuídos ao seu consumo.

1- Estimulante da memória e aprendizagem

Pesquisas demonstraram que Rhodiola rosea melhora a capacidade de memorização e concentração por períodos mais prolongados. Ela aumenta a atividade bioelétrica do cérebro o que melhora a sua energia para a concentração e a retenção memória.

Em um estudo recente, quarenta alunos foram escolhidos aleatoriamente para receber 50 mg de extrato de Rhodiola ou placebo duas vezes ao dia por um período de 20 dias.

Notou-se que os alunos que receberam o placebo demonstraram melhorias significativas na aptidão física, na função psicomotora, no desempenho mental, e no bem-estar geral.

Os indivíduos que receberam o extrato de Rhodiola rosea também relataram os mesmos resultados e adicionalmente também apresentaram redução estatisticamente significativa da fadiga mental, melhores padrões de sono, maior estabilidade do humor e uma maior motivação para estudar. Os valores médios mostraram, que os alunos que receberam o extrato de Rodiola foram superiores aos outros.

Dois estudos realizados com a Rhodiola rosea em ratos propuseram vantagens para várias áreas da aprendizagem e memória, em circunstâncias experimentais específicas. A administração oral de Rhodiola rosea na dosagem de 0,1 ml por dia durante um período de 10 dias levou a uma leve melhora nessas funções dos roedores, como por exemplo, na memória de longa data.

2- Protetora do sistema cardíaco

Pesquisas já demonstraram que o uso de Rhodiola rosea é eficaz para diminuir ou eliminar danos nos tecidos cardiovasculares derivados do estresse e de trauma.

Sua ação está na sua capacidade para diminuir a quantidade de catecolaminas e corticosteroides liberados pelas glândulas suprarrenais durante o estresse. A presença anormal destes hormônios do estresse causa elevação da pressão arterial, do colesterol e dos níveis de potássio. Fatores que aumentam o risco para doenças cardíacas.

Foi constatado também que a Rhodiola pode diminuir o nível de lipídeos no sangue e, assim, diminuir o risco de doenças cardíacas.

Ela também auxilia na captação de mais cálcio intracelular no coração promovendo assim um maior potencial para a contração muscular cardíaca, ajudando a regular os batimentos cardíacos e a neutralizar arritmias.

Além disso, o extrato de Rhodiola rosea também é útil na prevenção do declínio da força de contração do coração, causada por estresse ecológico, como, por exemplo, em condições de muito frio e altitude.

Nesse tipo de estresse, os benefícios do tratamento usando o extrato da Rhodiola rósea são conhecidos desde a antiguidade.

3- Anticancerígena

A administração da Rhodiola rosea parece ter um potencial anticancerígeno porque aumenta a resistência do organismo contra toxinas. Foi identificada uma série de compostos antioxidantes no extrato de Rhodiola rosea com capacidade significativa de eliminação de radicais livres.

A Rhodiola rósea também pode ser útil quando utilizada associada com outros agentes farmacêuticos como a droga ciclofosfamida, utilizada na contenção de células tumorais.

4- Imunidade

O estresse abala a imunidade e deixa o corpo vulnerável a uma variedade de doenças.

Estudos têm demonstrado que as medicações preparadas com extratos de Rhodiola revigoram o sistema imunológico porque restabelecem o equilíbrio metabólico do corpo, normalizam os hormônios através do controle da liberação de glicocorticoide no organismo e faz o indivíduo menos vulnerável à tensão e ao estresse.

5- Reduz a Fadiga e a depressão

Evidências preliminares sugerem que ingerir extrato de Rhodiola pode diminuir a fadiga em situações estressantes. Um extrato de Rhodiola específico mostrou diminuir a fadiga e aumentar a sensação de bem-estar em estudantes em épocas de provas e trabalhadores noturnos que foram testados.

Outras pesquisas também mostraram que tomar Rhodiola pode melhorar os sintomas de depressão leve a moderadamente grave logo após seis semanas de tratamento.

Outras indicações dos benefícios da Rhodiola

Suplementação ou reforço para:

  • Amenorreia ou supressão do fluxo menstrual
  • Astenia ou perda anormal de força
  • Hipertensão
  • Gripes e resfriados
  • Dores de cabeça
  • Depressão
  • Fadiga
  • Insônia
  • Esquizofrenia
  • Disfunção sexual masculina.

Muitos pesquisadores afirmam que as propriedades terapêuticas da erva são altamente eficazes no tratamento de condições astênicas como a deterioração no desempenho de trabalho, distúrbios do sono, falta de apetite, irritabilidade, cansaço e dores de cabeça. Condições essas que ocorrem depois de forte estresse físico ou mental ou após doenças virais e/ou bacterianas.