Óleo de coco e seus benefícios para o corpo!

06/07/2017 00:00

O óleo de coco vem atraindo a atenção de muitos consumidores porque possui inúmeros benefícios para a saúde. Estes benefícios vão desde o controle do peso, até fortalecer o sistema imunológico do nosso corpo. Em sua composição, o óleo de coco possui MCT (Medium chain triglycerides) ou TCM – Triglicérides de cadeia média. Eles aumentam o metabolismo do corpo, possuem propriedades antimicrobianas, reduzem o colesterol, além de serem uma ótima fonte de energia.

Os benefícios são muitos, a começar pelo tipo de gordura que ele fornece. O óleo de coco é composto de ácidos graxos (gorduras), que são triglicerídeos de cadeia média (TCM). Eles auxiliam na perda de peso e de gordura abdominal. O que acontece é que após a absorção intestinal, os TCM são transportados diretamente para o fígado e, dessa maneira, não ficam armazenados no corpo em forma de gordura.

ÁCIDOS GRAXOS ENCONTRADOS NO ÓLEO DE COCO:

Estes são os principais tipos de ácidos graxos encontrados no óleo de coco, mas os 3 primeiros se comportam em seu corpo como um verdadeiro MCTs. Quer dizer, sobrepõe a carga metabólica de ser processado no fígado e rapidamente se torna energia para o cérebro e músculos.

C6, ÁCIDO CAPRÓICO – MENOS DE 1% DO ÓLEO DE COCO

O percentual deste ácido encontrado no óleo de coco é pequeno, porém é necessário removê-lo pois, além de ter gosto ruim, pode causar disfunção gástrica ou estomacal. Se o seu óleo MCT genérico faz sua garganta queimar ou tem um sabor estranho, uma razão pode ser porque a destilação não removeu o suficiente de C6.

C8, ÁCIDO CAPRÍLICO – APROXIMADAMENTE 6% DO ÓLEO DE COCO:

Tem potentes propriedades antimicróbicas (muito mais do que o ácido láurico) que ajuda a manter saudável o intestino e é rapidamente metabolizado no cérebro. O C8 é metabolizado em apenas 3 etapas para se tornar ATP, combustível celular que usamos. O açúcar precisa de 26 etapas. E por isso o C8 é tão eficaz para aumentar a saciedade. São necessárias 18 colheres de óleo de coco para se conseguir 1 colher de C8.

C10, ÁCIDO CÁPRICO – APROXIMADAMENTE 9% DO ÓLEO DE COCO:

C8 e C10 são os únicos óleos MCTs que se transformam rapidamente em ATP sem passar pelo fígado, porém o C10 tem sua conversão em energia mais lenta do que o C8.

C12, ÁCIDO LÁURICO: 50% OU MAIS DO ÓLEO DE COCO:

Passa pelo fígado para ser convertido imediatamente em energia como os outros MCTs acima. Por isso é mais precisamente definido como um LCT, e não um MCT. Aumenta o colesterol mais do que qualquer outro ácido graxo (não necessariamente uma coisa ruim). É comumente citado por ter benefícios antimicróbicas.

C14 E SUPERIORES:

São os amplamente reconhecidos LCTs (Long chain fatty acids) ácidos graxos de cadeia longa no óleo de coco, na maioria saturados, incluindo o ácido esteárico (C18:0), ácido oleico (C18:1) e ácido linoleico (18:2). O exato percentual de cada um depende da região onde o coco foi cultivado, tempo de colheita e outras características de produção. Eles são bons como fonte de energia, mas são amplamente disponíveis em outros óleos, e não terão benefícios se comparados ao verdadeiro MCT.

O óleo de coco também causa saciedade e, por esse motivo, estudos revelam que o uso do óleo de coco é capaz de reduzir o índice de Massa Corporal (IMC), bem como a circunferência abdominal. Devido ao seu efeito termogênico, o óleo de coco também aumenta o HDL (colesterol bom) e tem efeito antioxidante, que combate o envelhecimento.

Ele também é rico em ácido láurico, um tipo de gordura de ação antibacteriana, antifúngica, antiviral e antiprotozoária, sendo demonstrado em diversos estudos suas ações em casos como candidíase e gastrite bacteriana (Helicobacter pylori), funcionando como um potente imunodulador. Tem baixo potencial alergênico e deve-se consumir em uma quantidade de 2 a 3 colheres de sopa ao dia. Recomenda-se começar seu consumo com uma pequena quantidade (equivalente a meia colher de sopa) e ir aumentando gradualmente.

O consumo excessivo pode levar a diarreia e sem o acompanhamento nutricional e exercícios físicos pode levar a ganho de peso. Ele é estável quando submetido a altas temperaturas, portanto, deve-se utilizá-lo em preparações frias, como saladas, sucos, shakes, em torradas e tapiocas, e na finalização de pratos quentes.